Voltamos ao tema: A pele como maior órgão sensorial do corpo, a sua função primária da pele é proteger o corpo dos estímulos exteriores. Protege-nos como um casaco em dias de frio e garante que não magoamos o corpo directamente com pressão ou qualquer impacto.
Também nos avisa quando estamos expostos a elevados níveis de calor ou frio extremo, utilizando a dor ou comichão, por exemplo a dor em caso de hipotermia e comichão em caso de um escaldão.
O manto ácido da pele também funciona como barreira contra germes e parasitas. Tão interessante.
Como reguladora da temperatura, a pele também é responsável por manter uma temperatura constante no corpo. Quando está calor, a circulação do sangue nas veias aumenta e é libertado calor. Se isto for insuficiente, a pele liberta suor e arrefece o teu corpo. Quando está frio, acontece o oposto: a pele bombeia menos sangue pelas tuas veias, para poder manter a temperatura dentro do corpo. É por isto que quando está frio as nossas mãos e pés são os primeiros a arrefecer.
A nossa pele também nos protege da luz solar. Se estiver-mos em contacto com os raios solares, a pele desenvolve uma camada mais grossa e uma pigmentação mais escura - bronzeado. Ambas funcionam como um filtro que bloqueia os perigosos raios UV de excederem um limite de penetração na pele. Os danos causados pela luz solar são parcialmente reparados na pele em si, no entanto, precisa de tempo para o fazer. Para ajudar nas funções naturais de protecção da pele contra o sol, deve sempre aplicar um protector solar, seja de que marca for com um factor de protecção solar adequado.
Muito acontece debaixo da superfície da pele: as diferentes camadas da pele.
O manto ácido está dentro da epiderme. Aqui se mantém as bactérias afastadas e permissão a água saia da pele.
Debaixo da epiderme existem cinco camadas individuais: as duas mais profundas produzem, constantemente, novas células para as restantes três camadas da epiderme.
As células mortas são extraídas pela camada córnea, a camada mais exterior da pele. É assim que a epiderme se renova, aproximadamente, a cada 27 dias.
Debaixo da epiderme existe e derme: feita de uma rede densa de fibras elásticas, nervos e vasos sanguíneos. Estes vasos sanguíneos regulam a temperatura corporal. A derme providencia nutrientes e oxigénio à epiderme. É aqui que estão localizadas as glândulas sebáceas, sudoríparas e odoríferas.
A terceira camada da pele é conhecida por subcutânea. Esta é feita essencialmente de tecidos e gorduras. A camada subcutânea funciona como almofada a impactos externos e é uma óptima reserva energética. Liga a pele aos tendões e aos músculos.
 Como órgão sensorial, a pele é responsável pelo nosso sentido do toque. Avisa-nos de estímulos externos e conduz sensações ao cérebro.
A pele é o nosso maior e mais pesado órgão: ocupa uma área superficial de dois metros quadrados, pesa cerca de dez quilogramas e, no entanto, só tem uns milímetros de espessura. Uau é um facto.
A verdade é que o toque tem influência na nossa pele. O sistema nervoso central e os órgãos sensoriais, onde a pele está incluída, são desenvolvidos a partir da primeira camada de células que surge quando ainda somos embriões. Isto permite que o feto interaja com o seu ambiente através da pele, ainda no ventre.
O toque é essencial ao bem-estar. Receber toques carinhosos é essencial, principalmente, para os bebés e crianças.
O toque promove o desenvolvimento do cérebro e a distribuição das hormonas de crescimento. Os adultos também beneficiam destas carícias. Estas libertam endorfinas (hormonas da felicidade) e reduzem a pressão sanguínea.
O toque tem um efeito calmante e tem uma influência positiva na nossa vida emocional. Se estamos stressados ou com falta de contacto humano, a pele muitas vezes reage e fica manchada, seca ou com impuridades. Leve estes sinais a sério. O que vos digo é que a pele fala connosco.
Se algo te faz bem, vais reparar na sua pele: se te sentes bem, a sua pele sente-se bem - e isso vê-se!
Todos os tipos de toque - quer sejam agradáveis ou não - são reconhecidos primeiro pela pele. Os vários receptores conduzem estas sensações até ao nosso cérebro. Todas as formas de contacto físico têm um efeito na nossa mente: hormonas e substâncias mensageiras são libertadas. É por isso que, normalmente, os abraços, carícias e massagens nos sabem tão bem e nos dão prazer.

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